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TRAUMA PARANAENSE
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Postada em 29/04/2016 ás 09h29 - atualizada em 29/04/2016 ás 09h29
MASSACRE - ATO MARCA UM ANO DO MASSACRE DO CENTRO CÍVICO
MASSACRE - ATO MARCA UM ANO DO MASSACRE DO CENTRO CÍVICO

Professores e servidores foram atingidos por balas de borracha, spray de pimenta e gás lacrimogêneo

Curitiba – Há exatos 12 meses, a Polícia Militar (PM) reprimia com violência um protesto de mais de 30 mil servidores públicos, a maioria professores, contrários à polêmica reforma na Paranaprevidência. A "Batalha do Centro Cívico", ou "massacre", como as vítimas preferem chamar, ocorreu no mesmo momento em que, na Assembleia Legislativa (AL), os deputados estaduais aprovavam o projeto de lei encaminhado pelo governador Beto Richa (PSDB), transferindo beneficiários com 73 anos ou mais do Fundo Financeiro, bancado pelo Executivo, para o Previdenciário, que é abastecido pelas contribuições dos próprios trabalhadores. Pelo menos 200 pessoas ficaram feridas, atingidas por balas de borracha, spray de pimenta, gás lacrimogêneo e até mordidas de cães da raça pit-bull.

Como forma de relembrar a data, entidades integrantes do "Fórum de Lutas 29 de abril", como o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (APP-Sindicato), Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Pública (SindSaúde) e Central Única dos Trabalhadores (CUT), realizam uma mobilização unificada hoje em Curitiba. A ideia é que os moradores do interior, incluindo os das principais cidades, como Londrina, Maringá e Cascavel, viajem em ônibus e caravanas, uma vez que os docentes pretendem paralisar as atividades nos 2,1 mil colégios e nas universidades estaduais. A concentração acontece a partir das 8h30, em dois locais distintos: na Praça Santos Andrade e na Praça Rui Barbosa, ambas no centro. De lá, os participantes sairão em caminhada até a Praça Tiradentes e, na sequência, em direção aos arredores da AL e do Palácio Iguaçu, na Praça Nossa Senhora de Salete.

"É um dia de luto para nós, mas também um dia de luta. Faremos uma caminhada reivindicatória, para que o governo do Estado atenda reivindicações de todos os servidores públicos, que estão paradas. O governo não tem atendido as pautas das diversas categorias", resumiu a secretária de finanças da APP, Marlei Fernandes, que é também membro do Fórum de Entidades Sindicais (FES). Como pendências, ela citou a falta de concursos públicos e atrasos em pagamentos de progressões e promoções da carreira. "Às 14h40, no horário em que nós tivemos o avanço dos policiais sobre os trabalhadores e a população que estava aqui, faremos um ato político e público em memoria desse dia, e dando continuidade à nossa luta", completou. No mesmo local, às 15 horas, haverá um show com a banda Detonautas, do vocalista Tico Santa Cruz.

"Na verdade, o que a gente tem observado nesse governo é um total desrespeito às categorias, às entidades. Nós tivemos alguns avanços, especificamente a data-base no ano passado, fruto de todo aquele enfrentamento, mas de lá para cá, não houve avanço em praticamente nada", relatou o secretário do Sindicato dos Servidores da Agricultura, Meio Ambiente, Fundepar e Afins (Sindiseab), Donizetti Aparecido Rosa da Silva. Diretora do SindSaúde, Elaine Rodella tem a mesma opinião. De acordo com ela, por conta da aprovação da mensagem em 2015, os aposentados do Executivo – que estão no Fundo Financeiro - totalizaram uma contribuição de mais de R$ 6 milhões. Já os pensionistas teriam contribuído com quase R$ 1,5 milhão. "O governo armou todo um contexto para aprovar a lei aqui e, com isso, violentou os nossos direitos."

Em nota, o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni (PSDB), afirmou que a gestão tucana tem mantido diálogo permanente com as entidades sindicais, graças ao ajuste fiscal feito no ano passado. "Enquanto outros Estados não pagaram os salários, parcelaram, como é o caso de Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais, o Paraná está, com muita prudência, tratando a questão dos servidores públicos com muito esforço para atendê-los." Ele lamentou ainda o que chamou de viés partidário da APP. "O sindicato está mais a serviço do PT nacional do que dos professores do Paraná. Eles despendem mais esforço para as causas do partido do que às causas dos professores."
FONTE: FOLHA DE LONDRINA
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