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Nick Azevedo
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EXECUTIVOS ODEBRECH
POLÍTICA
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EXECUTIVOS ODEBRECH
Postada em 24/11/2016 ás 07h27 - atualizada em 24/11/2016 ás 07h27
Executivos da Odebrecht devem assinar delação hoje
Advogados da empreiteira e procuradores fecham detalhes finais da colaboração; herdeiro Marcelo Odebrechet deve pegar 10 anos de prisão em regime fechado
Executivos da Odebrecht devem assinar delação hoje

Brasília - Os executivos da Odebrecht devem começar a assinar até esta quinta (24) os acordos de delações premiadas com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba. Como o número de delatores é elevado, cerca de 80, a expectativa é que as assinaturas se estendam até sexta-feira (25), já que os funcionários do grupo precisam ir a Brasília para assinar a documentação. Advogados da empreiteira e procuradores fechavam os últimos detalhes ontem à tarde na capital federal. O processo de assinatura pode ter início ainda ontem ou a partir desta quinta pela manhã, segundo envolvidos nas negociações. 



Detido desde junho do ano passado, Marcelo Odebrecht, herdeiro e ex-presidente do grupo, firmou um acordo de pena de dez anos, sendo que cumprirá mais um em regime fechado, até o fim de 2017. O próximo passo é a homologação do acordo pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki. É a etapa necessária para que as colaborações sejam validadas. A expectativa de procuradores e da defesa da Odebrecht é que isso possa ocorrer ainda neste ano. 



Para que a homologação seja feita, os executivos precisam prestar depoimentos aos procuradores detalhando os fatos que apresentaram de maneira resumida ao longo da negociação, nos chamados anexos. Em paralelo, a Odebrecht deve assinar em Curitiba o acordo de leniência em que se compromete a pagar uma multa entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões em 20 anos. Esse dinheiro será dividido entre o Brasil, que ficará com a maioria do montante, Estados Unidos e Suíça. 



O acordo de delação premiada da Odebrecht é um dos mais aguardados na Lava Jato. As negociações começaram em março deste ano. Entre os políticos mencionados nas conversas preliminares estão presidente Michel Temer (PMDB), os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT), o ministro das Relações Exteriores José Serra (PSDB), governadores, deputados e senadores. 



ATRASO 

A expectativa inicial era de que os acordos fossem assinados em 8 de novembro, mas impasses em relação à multa da leniência travaram as negociações. Desde domingo (20), representantes da Odebrecht se reúnem com os procuradores para fazer os ajustes finais. Antes da assinatura efetivamente, a empreiteira passou por outras fases da negociação. Em junho, assinou o termo de confidencialidade se comprometendo a não revelar o estava sendo negociado com os investigadores. Em julho, os candidatados a delação foram entrevistados pelos procuradores para falar resumidamente dos fatos de corrupção que sabiam. Apesar de revelares ilicitudes, as conversas não se transformaram em depoimentos formais. No início de novembro, os executivos assinaram os termos de aceite, em que se comprometem a acatar penas e multas impostas pelas autoridades.



Bela Megale

Folhapress


FONTE: Folha de Londrina
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